e-Bistrô

Novembro 10, 2009

.::Hot-dog? Nem pensar!::.

Arquivado em: Uncategorized — by alinesgarbi @ 2:58 pm
   
CURRY02

O tradicional currywurst, das ruas de Berlim

Quem conhece Berlim conhece também a Currywurst, a salsicha que leva uma generosa porção de catchup e curry polvilhado por cima. E quem conhece a Alemanha sabe que só se pode comer Currywurst em Berlim. Afinal, se o país é a terra das salsichas – são mais de 1500 tipos – é bom deixar claro que cada região tem a sua.

A mais famosa é a Thüringer Rotwurst, que leva o nome da região de origem – em português, Turíngia. De cor bem avermelhada, normalmente é servida assada, com orégano. O sucesso é tanto que há um concurso anual para eleger a rainha das salsichas, e a vencedora se torna responsável por promover Thüringer em eventos ao redor do país. Para dar uma forcinha à realeza, são feitas músicas sobre salsichas que as rainhas cantam durante suas aparições. E, para os apaixonados pela iguaria, é possível levar para casa CDs com as canções gravadas pelas moças.

 Com uma “cara” totalmente diferente, a Weisswurst é típica da Baviera, e a cor branca é sua principal característica. Feita de carne de vitela, é muito sensível e estraga com facilidade. Por isso, antes da geladeira, ela era preparada logo pela manhã e consumida antes do almoço – a tradição diz que as salsichas não devem ouvir as igrejas tocando os sinos do meio-dia. Por isso, até hoje muitos a consomem antes do final da manhã.

 A Weisswurst teria sido criada quase que por acidente. Diz-se que um açougueiro de Munique, do século 19, tinha um pequeno restaurante onde o público brigava por uma mesa para provar sua famosa salsicha. Ela era feita com a tripa de ovelhas mas, em um dia de muito movimento, elas acabaram, e o açougueiro se viu obrigado a usar um tipo de tripa de porco. Nem é preciso dizer o resultado. Também é por esta mudança na “matéria-prima” que a Weisswurst só pode ser cozida, caso contrário, a fina camada que a envolve pode romper. 

PFERDE

Na vitrine, só carne de cavalo

Em Frankfurt, elas são defumadas e levam vários temperos diferentes. A Francônia também tem a sua, feita de carne de porco e seca ao ar livre. E, em Munique, apesar da tradição da Weisswurst, é possível encontrar até mesmo salsicha feita com carne de cavalo. Uma loja localizada no Viktualienmarkt, coração da cidade, vende até mesmo carne seca de cavalo.

E dá-lhe cerveja para acompanhar! Mas isso já é assunto para outro post…

*Fotos: Flickr / Aline Sgarbi 

Novembro 9, 2009

.::Essen und trinken::.

Arquivado em: Uncategorized — by alinesgarbi @ 5:46 pm

Há 20 anos o mundo assistia a queda da mais emblemática divisão entre capitalistas e comunistas que durante tantas décadas pautou a Guerra Fria. O muro de Berlim caiu no dia 09 de novembro de 1989, resultado de uma revolução sem armas, feita por pessoas cansadas de tantas mortes provocadas pelo próprio muro. Em homenagem a este aniversário, o e-Bistrô publica esta semana uma série sobre a comida deste país. Se as cervejas e salsichas são estereótipos, são também excelentes; mas não são únicas. A Alemanha tem outras tradições não tão conhecidas pelo mundo e, nem por isso, menos apetitosas. Daqui a pouco o post inaugural da semana!

*Tradução do título em alemão: “Comer e beber”

Novembro 6, 2009

.::a Amazônia é aqui?::.

Arquivado em: Uncategorized — by alinesgarbi @ 2:21 pm
828379_ver-o-peso_market_2

Ver-o-Peso: símbolo amazônico no Pará

Pelo menos até o dia 15 de novembro. O Porto Rubayat promove a partir de hoje o evento Porto Amazônia, com direito a exposições fotográficas, artesanato e, claro, boa comida. Para isso, também aporta por aqui a chef do restaurante paraense Lá em Casa, Tania Nascimento. Os pintados, pirarucus, tambaquis, pacus e até camarões de rio podem ser preparados na hora, na nova grelha construída especialmente para os peixes amazônicos. O buffet custa R$ 59 e inclui couvert, antepastos, mesas de frios, pratos quentes e sobremesas.

Considerada a cozinha mais autenticamente brasileira, a comida da Amazônia leva também, curiosamente, o título de exótica. Além dos peixes, que a bacia amazõnica fornece com generosidade, os frutos também aparecem com frequência – destaque para o açaí, que é totalmente diferente do ‘pasteurizado’ que chega a estas bandas mais ao sul do país. E, claro, o tucupi e o tacacá, ambos feitos com a mandioca brava, e que são símbolo da culinária desta região.

Tem também cupuaçu, priprioca, cará, bacuri, piquiá, maniçoba, turu… a riqueza dos nomes indígenas e ingredientes é uma coisa tão particular que, mesmo sendo São Paulo a ‘capital da gastronomia’ no país, tem muita coisa de lá que não vem para cá. O evento no Porto Rubayat pode ser uma excelente oportunidade. E ainda há o Amazônia, do paraense Paulo Leite, que reina absoluto na capital paulista, com seu pato no tucupi e o sorvete de cupuaçu.

É, a Amazônia está longe de ser aqui, mas agora já está dando uma canja…, ou melhor, guisado, como manda a tradição da região.

Porto Rubayat - Rua Leopoldo Couto Magalhães, 1142, Itaim Bibi. Tel.: (11) 3077.1111
Amazônia -
Rua Rui Barbosa, 206, Bela Vista. Tel.: (11) 3142.9264

*Foto: Stock.xchng

Novembro 3, 2009

.::Chiquita banana::.

Arquivado em: Uncategorized — by alinesgarbi @ 1:43 pm

O restaurante Emprestado, em São Paulo, promove a partir de amanhã a Semana “Banana da Terra”. Não se trata de nenhum festival com pratos que levam banana, mas sim, de uma integração com o restaurante de Paraty-RJ que leva este nome, da chef Ana Bueno.

O cardápio do restaurante é inspirado na cozinha caiçara. Porém, para o e-Bistrô, o nome é a desculpa ideal para falar de banana, fruta que tem a cara do Brasil, e que muita gente acredita ter vindo da África, mas pode, na verdade, ter origem na Ásia. De onde ela veio é o que menos importa. Uma das frutas mais produzidas por aqui, a banana é também a mais versátil. Vai no doce, no salgado, pode ser frita, cozida ou assada, pode virar chips ou farofa.

A banana da terra especificamente é uma das mais usadas na culinária. E estará no Emprestado, no Peixe com Banana, que é feito na manteiga de alho e ervas coberto com tirinhas de alho poró fritas, banana da terra e arroz. Para quem quiser provar, o Banana da Terra fica no Emprestado até dia 08 – domingo.

Peixe com Banana

Peixe com Banana, agora no Emprestado

E, como eu também adoro banana, tenho na manga duas receitinhas curtas, muito rápidas e práticas para a última hora. A primeira consiste em jogar açúcar e canela por cima da banana e levar ao microondas um pouquinho. Quem quiser acrescentar sorvete depois, fica ótimo. E o açúcar pode ser substituído por mel. A segunda é: uma fatia de queijo mussarela e… microondas. O queijo pode ser trocado por requeijão que o efeito é tão bom quanto.

Emprestado - Rua Mourato Coelho, 992, Vila Madalena. Tel.: (11) 3034.0214

*Foto: divulgação

Outubro 26, 2009

.::Slow food, fast read::.

Arquivado em: Uncategorized — by alinesgarbi @ 10:10 pm

É, aderimos ao Twitter!

www.twitter.com/ebistro

.::Ibacati::.

Arquivado em: Uncategorized — by alinesgarbi @ 10:03 pm

O nome tupi ïwaka’ti significa “fruto de cheiro forte”, pode ser interpretado também como “fruto fedorento”. Se o nome original não lhe diz nada, o significado menos ainda: o abacaxi, fruto provavelmente original das Américas, não só é perfumado, como é gostoso, saudável e extremamente versátil.

Puro, em saladas, carnes, em molhos agridoces, descascar um abacaxi tem suas vantagens – o miolo e a casca, se fervidas, podem ser utilizadas para produção de sucos e geleias. Ao que se sabe, a fruta já era cultivada nas Américas pelos indígenas, antes da chegada de Cristóvão Colombo, que foi quem provavelmente promoveu sua divulgação.

E, apesar da coroa espinhosa e da própria casca áspera, há uma lenda que diz que, para os povos antigos, o abacaxi era um símbolo da hospitalidade – quem colocasse um abacaxi do lado de fora de sua casa, sinalizava que visitantes eram bem-vindos.

Hoje, o Brasil é um dos principais produtores mundiais da fruta, cuja alta safra agora ajudou também nosso bolso! Portanto rumo à feira e, depois, à cozinha, pois aqui segue uma receita dos chefs Cícero Gomes e Igor Gonçalves, do Josephine Bistrô, fácil e light.

receita_abacaxi

 
 

Pavê de abacaxi light
Ingredientes
200g de abacaxi picado
30g de adoçante
150ml de água
Para o creme
2 colheres de maisena diluída
100ml de gemas desidratadas
40g de adoçante
400ml de leite desnatado (morno)
100g de coco ralado fresco (para decorar)
Para a base do bolo
100g de farinha de trigo
60ml de gema desidratada
30g de adoçante
claras em neve de 3 ovos
1 colher de fermento

Modo de preparo
Junte o abacaxi, 30g de adoçante e a água em uma panela, leve ao fogo por 10 minutos e reserve.
Base do bolo: Junte as gemas (60ml) com adoçante (30g), farinhas e fermento. Utilizando uma colher, misture essa base com as claras em neve. Coloque em uma forma untada e leve ao forno de 8 a 10 minutos.
Creme: Em uma panela junte a gema (100ml), adoçante (40g), leite e maisena em fogo baixo até formar um creme. Junte com o abacaxi (somente a fruta, sem calda). Coloque o creme sobre a base do bolo e leve a geladeira por duas horas.

*Fotos: divulgação

 

 

 

Outubro 23, 2009

.::Feijoada?!::.

Arquivado em: Uncategorized — by alinesgarbi @ 1:19 am

Bratislava é a capital da Eslováquia, país que existe como tal há menos de 20 anos. Antes disso, integrava a Tchecoslováquia, e antes disso o Império Austro-Húngaro. Sua origem, assim como do próprio país, remonta a tribos celtas. Já se chamou Pressburg, que remonta ao nome eslovaco – Prešporok.

Em setembro, visitei a charmosa, porém ainda pobre cidade, às margens do rio Danúbio, que hoje, apesar de capital, não chega  ter 500 mil habitantes – menos do que Ribeirão Preto, em solo paulista. Qual não foi minha surpresa, portanto, ao dar de cara com um bar chamado RIO – Cafe and Restaurant. Com direito a foto do Cristo Redentor e tudo!

A surpresa maior veio ao abrir o cardápio – coxinha, pão de queijo e feijoada! A vontade de comer feijão cegou qualquer gota de responsabilidade que eu ainda pudesse ter e, sem hesitar, pedi a feijoada eslovaca. Ei-la:

P9150893

E servida seguida da pergunta: deseja queijo parmesão para acompanhar? Queijo parmesão na feijoada? Feijoada?! É, Brasil, bateu saudade…

Em tempo: não sejamos de todo injustos.  O pão de queijo também não era pão de queijo, mas fazia mais jus ao nome!

*Foto: Aline Sgarbi

 

Outubro 9, 2009

.::Você já comeu ovo hoje?::.

Arquivado em: Uncategorized — by alinesgarbi @ 3:52 pm

183329_2328

Cozido, mexido, frito, omelete. Isso sem contar os doces, como quindim, ambrosia, e todos aqueles bolos, tortas, pudins e outros tantos que não existiriam sem ovos. Pois é, hoje é o Dia Mundial do Ovo. A data foi instituída pela International Egg Comission (sim, existe uma!), em 1996, com o intuito de divulgar os benefícios do consumo deste alimento, provavelmente quase tão antigo quanto a própria humanidade.

No Brasil, quem faz este trabalho é o Instituto Ovo Brasil, criado em 2007. Segundo a entidade, um ovo contém apenas 75 calorias e 13 nutrientes que são essenciais ao organismo, não possui gordura trans, auxilia no ganho de força muscular, entre outros benefícios. Tudo isso é muito bom, mas o melhor de tudo é que o mito do ovo-vilão já caiu por terra há algum tempo. Uma das melhores notícias dos últimos tempos para glutões como eu.

Podemos comê-lo no café-da-manhã, almoço e jantar, sem culpa! Tão fundamental, mas também tão trivial, ele está até mesmo no nosso português, sem que a gente perceba – “frigir dos ovos”, “baba-ovo”, “estar de ovo virado”, “pisar em ovos”, “é um ovo!”.

O Houaiss ainda tem mais uma infinidade de expressões populares com essa palavrinha, que vem do latim, óvum. Em inglês, egg. Em espanhol, huevo. Em francês, oeuf. Italiano, uovo. Alemão, ei. Chinês, 卵. E, em bom português, duas receitinhas bem criativas para copiar.

Ovos ‘poché’ ao vinho tinto
Ingredientes
20 cubinhos de toucinho, sem o couro
1 cebola média, cortada em rodelas finas
1 colher de sopa não muito cheia de farinha
2 copos de vinho tinto (Pinot Noir)
1 dente de alho amassado
1 ramo de tomilho
1 ramo de salsa
1 folha de louro
4 ovos graúdos ou 8 pequenos
1 fatia de pão de forma sem casca e torrada para cada ovo
sal e pimenta-do-reino a gosto

Modo de preparo
Numa panela refogue a cebola com os cubinhos de toucinho. Quando pegar cor, junte a colher da farinha de trigo e mexa por alguns minutos. Regue com o vinho tinto e tempere com sal e pimenta-do-reino. Junte o dente de alho, amassado, o tomilho, a salsa e o louro. Deixe ferver por 20 minutos. Faça os ovos poché neste molho, colocando um a um com cuidado para que não arrebentem. Cozinhe por três minutos. Em cada prato, coloque a torrada de pão de forma e, sobre ela, o ovo poché (retirado do molho com uma escumadeira). Regue com o molho e sirva imediatamente.

Sanduíche de Ovo no Pão Árabe
para 2 pessoas

receitames01Ingredientes
1 colher de sopa de óleo de canola
1 cebola pequena picada
1/2 cenoura, picada
1 xícara de floretes de brócolis
1/2 talo de alho poró fatiado
1/2 abobrinha picada
1 tomate
vagem torta
2 ovos
sal
2 pães árabes

Modo de preparo
Em uma frigideira quente coloque o óleo e a cebola e mexa bem. Junte as ervilhas tortas e mexa. Deixe as ervilhas por baixo e coloque os outros legumes. Ponha um pouco de água e tampe. Teste o sal. Deixe os legumes cozinharem até o ponto desejado. Quando os legumes estiverem no ponto quebre os ovos por cima. Salgue. Abra o pão cortando uma tampa. Com uma escumadeira, retire o ovo com os legumes e coloque no pão.

*****

Para digestão: crônica de Luiz Fernando Veríssimo – publicado em 1999, no Jornal Zero Hora

Agora essa. Descobriram que ovo, afinal, não faz mal. Durante anos, nos aterrorizaram. Ovos eram bombas de colesterol. Não eram apenas desaconselháveis, eram mortais. Você podia calcular em dias o tempo de vida perdido cada vez que comia uma gema. Cardíacos deviam desviar o olhar se um ovo fosse servido num prato vizinho: ver o ovo fazia mal. E agora estão dizendo que foi tudo engano, o ovo é inofensivo. O ovo é incapaz de matar uma mosca. A próxima será que o bacon limpa as artérias. Sei não, mas me devem algum tipo de indenização. Não se renuncia a pouca coisa quando se renuncia a ovo frito. Dizem que a única coisa melhor do que ovo frito é sexo.

A comparação é difícil. Não existe nada no sexo comparável a uma gema deixada intacta deixada em cima do arroz depois que a clara foi comida, esperando o momento do prazer supremo, quando o garfo romperá a fina membrana que a separa do êntase e ela se desmanchará, sim, se desmanchará, e o líquido quente e viscoso correrá e se espalhará pelo arroz como as gazelas douradas entre lírios de Gilreade nos cantares de Salomão, sim, e você levará o arroz à boca e o saboreará até que o último grão molhado, sim, e depois ainda limpará o prato com o pão. Ou existe, e eu é que tenho andado na turma errada.

O fato é que quero ser ressarcido de todos os ovos fritos que não comi nestes anos de medo inútil. E os ovos mexidos, e os ovos quentes, e os omeletes babados, e os toucinhos do céu, e, meu Deus, os fios de ovos. Os fios de ovos que não comi para não morrer dariam várias voltas no globo.

Quem os trará de volta? E pensar que cheguei a experimentar ovo artificial, uma pálida paródia de ovo que, esta sim, deve ter roubado algumas horas de vida, a cada garfada infeliz.

Ovo frito na manteiga! O rendado marrom das bordas tostadas na clara, o amarelo provençal da gema… Eu sei, eu sei. Manteiga não foi liberada. Mas é só uma questão de tempo.

*Fotos: Stock.Xchng/reprodução de site

Outubro 2, 2009

.::Alemanha – o retorno::.

Arquivado em: Uncategorized — by alinesgarbi @ 1:21 pm

Pois é. Estive olhando o último post e vi que é de julho!! Estive muito atrapalhada nestes meses, que se passaram voando, devido a uma viagem internacional a trabalho, que ocorreu em setembro. E que aproveitei para emendar com uns diazinhos de férias.

A viagem a trabalho foi um retorno a Alemanha, maravilhosa, que eu adoro. Revi Berlim e conheci muitas outras cidades do tipo cenário de filme. Mas não foi exatamente o tipo de viagem para comer bem e conhecer bons restaurantes. E, bom, sobrevivi.

Na Alemanha, muito repolho, carne de porco, salsichas e knödel, que é uma bolota de batata, que parece batata cozida, mas não é! Existem algumas variações, mas em geral, a receita original, que eu coloco aqui, é comida com carne de porco, o schnitzel.

KNODEL3

Ingredientes
1 kg de batatas cruas
250 g de batatas cozidas
250 ml de leite fervente
2 colheres de sopa de farelo de pão
1 ovo
Manteiga
Sal, pimenta do reino e noz-moscada

Modo de preparo
Descasque e rale as batatas, coloque-as em um recipiente e despeje por cima o leite fervendo. Deixe descansar por um tempo e, em seguida, coe. Esprema bem e rale os pedaços que estiverem maiores. Adicione às batatas o ovo, o sal e os temperos e vá misturando e adicionando farinha até que a massa comece a desgrudar das mãos.

Com a massa, forme bolinhas e depois deixe-as cozinhar por vinte minutos em água ou caldo – legumes, frango ou carne, de acordo com a preferência.

Em outra panela, derreta a manteiga com os farelos de pão até dourar, e despeje sobre os knödels.

*****

Houve outras experiências gastronômicas interessantes durante a viagem, mas contarei por etapas. Aproveito ainda para dizer que fui conhecer o La Tartine, em São Paulo, e amei. Pequenino, aconchegante, boa comida francesa, barata, e de quebra, um acordeão, lindo, dá o tom a qualquer jantar romântico.

*Foto: Flickr

Julho 27, 2009

.::fim-de-semana de chuva::.

Arquivado em: Uncategorized — by alinesgarbi @ 1:17 pm

Sábado fui a Lanchonete da Cidade, e comi aquele cachorro quente bacana de lá. Mas desta vez deixei o Totó de lado e optei pelo Astro, com cebolinha cróc (ótima) e queijo meia-cura. Pedi à parte o molhinho de tomate. Da batata à sobremesa, tudo lá é muito bom! Porque a cebolinha é especial, o sorvete com banana é diferente, a batata leva alecrim, e o suco de abacaxi tem capim santo e mel. Delícia!

Reprodução do site

Reprodução do site

Domingo resolvi cozinhar. Tem um risotinho que costumo fazer, que é rapidinho e resolve qualquer visita. Você precisa de:

*arroz arbório (2 copos)
*vinho branco seco (eu uso Miolo, que é barato e bom)
*caldo de galinha (1 litro. Para os gourmets, tabletinho é um assassinato ao risoto, mas por praticidade eu uso mesmo assim. Quem preferir, pode cozinhar os pedaços de frango e fazer o caldo mesmo)
*queijo parmesão ralado
*manteiga (duas colheres estão de bom tamanho)
*linguiça calabresa (prefiro aquelas tipo fininha)
*pimentão (em geral uso vermelho e amarelo, para dar colorido)

Você vai precisar de três panelas – uma para dissolver o caldo (ele deve ficar sempre quente, à parte), outra para o arroz e outra para a linguiça.

Coloque um pouquinho de cebola e alho e doure no azeite. Acrescente o arroz (IMPORTANTE: sem lavar!!) e frite um pouquinho. Em seguida, acrescente um copo de vinho branco e deixe cozinhar até evaporar praticamente tudo. Então, acrescente uma parte do caldo e deixe cozinhar em fogo brando. Quando estiver quase secando, acrescente um pouco mais do caldo. Essa operação deve ser repetida de modo que o caldo seja usado em três partes.

Quando o arroz estiver quase pronto, coloque um fiozinho de azeite na outra panela e deixe cozinhar um pouquinho o pimentão (eu pico bem pequenininho) e na sequência, acrescente a linguiça picadinha. Frite um pouquinho.

Ao final, em outra travessa, misture tudo e acrescente manteiga e o parmesão ralado, mexendo bem – estes dois últimos itens ajudam a dar a liga do arroz. E voilá! 

****

E já que falamos de cachorro-quente, vem aí uma novidade: a rede que controla o Bob’s acaba de trazer para o Brasil a rede Doggis, do Chile, especializada em hot-dog. A primeira loja fica no Shopping Grande Rio, na Rodovia Presidente Dutra, 4200, em São João de Meriti. A previsão é abrir cerca de 40 pontos de venda nos próximos cinco anos. Vamos esperar para ver quando chega a São Paulo, então.

Próxima Página »

Provido por WordPress.com