e-Bistrô

Junho 29, 2009

.::Memórias gastronômicas::.

Arquivado em: Uncategorized — by alinesgarbi @ 3:48 pm

Tenho muitas. A maioria ligada às minhas avós – de um lado, a batyan, de outro a nona. Mas também tem aqueles pratos que a gente come e que ficam na memória porque são maravilhosos. E, talvez, porque a gente saiba que vai demorar para saboreá-los de novo – se é que vamos.

Estive em Londres, em 2007 – segundo especialistas, este é o melhor lugar do mundo para se comer comida de…outros países. Sim, porque comida inglesa não é lá essas coisas. Fui, então, a um restaurante italiano no Piccadilly Circus – Piccolino, que descobri, depois, ser uma rede de restaurantes espalhada por várias cidades inglesas.

Lá, provei um risoto de abóbora com gorgonzola. Inesquecível! E, pelo que andei fuçando, ele nem existe mais no cardápio. Ou seja, vou precisar aprender a fazer.

E aí, nestas minhas andanças por conta do trabalho, tive a oportunidade de provar, em Aracaju, outro destes que ficam na memória. O restaurante é o Sollo, e ficava dentro de nosso hotel, o Aruanã. O local é lindo, inspirador, de frente para o mar. E o prato é uma tilápia ao pesto, com risoto de ervas, D-E-L-I-C-I-O-S-O!

restaurante Sollo, no Aruanã Hotel, em Aracaju (SE)

restaurante Sollo, no Aruanã Hotel, em Aracaju (SE)

Tilápia, aliás, é um peixe que eu comia muito na infância, pescado pelo meu próprio pai, que o fazia frito ou cortado em tiras fininhas para um belo sashimi.

Voltando ao Sollo, de tanto insistir, o chef Marcelo Brito me passou a receita. Meu paladar e de outros aspirantes a chef agradecem! 

Ingredientes para o Peixe:
200gr de filé de tilápia
30ml de azeite (para grelhar)
sal e pimenta do reino a gosto 

Modo de Preparo do Peixe:
Esquenta o azeite, tempera a tilápia e deixa dourar por 5 minutos de cada lado e reserve.

Ingredientes para o Risoto:
02 colheres de azeite
01 cebola branca picada
100gr de arroz arbório
02 conchas de caldo de peixe
02 colheres de queijo parmesão
01 colher de ervas frescas picadas
sal a gosto

Modo de Preparo do Risoto:
Aquece o azeite, coloca a cebola, refoga e em seguida acrescenta o arroz e o caldo de peixe e cozinha até secar o caldo. Depois para finalizar acrescenta a manteiga,o queijo parmesão e as ervas. Mexe bem e coloca sal a gosto. 

Pesto de Manjericão
Manjericão fresco
Azeite
Queijo parmesão
Bate tudo no processador e reserva. 

Montagem do Prato
Coloca o risoto no prato, a tilápia grelhada ao lado e o pesto de manjericão por cima do peixe e serve. 

 

Junho 26, 2009

.::João Pagão::.

Arquivado em: Uncategorized — by alinesgarbi @ 12:52 am

P1010137 

Estive fora nas últimas semanas concentrada em produzir um programa sobre festas juninas. É, nestas horas adoro meu trabalho! Graças a ele pude conhecer de pertinho as fartas mesas do lugar onde as festas juninas duram trinta dias. T-R-I-N-T-A. Sim, é o Nordeste. E não, não estou exagerando.

No ano passado já havia publicado um texto no e-Bistrô sobre a origem das comidas juninas. E agora descobri mais! As festas juninas surgiram em tempos antigos, quando os homens aproveitavam o solstício de verão (no hemisfério Norte) para celebrar a colheita do que haviam plantado meses antes. Algumas coincidências como o possível nascimento de São João neste período do solstício, fez a Igreja achar uma ótima oportunidade de transformar em religiosas estas festas pagãs, e converter fieis.

Fato é que desde sempre estas festas estiveram ligadas à fartura da colheita. O milho, que é colhido exatamente neste período, acabou virando o grande símbolo da festa, e aparece cozido, na pamonha, no cural, na pipoca, na canjica…

Mas o mais curioso de todas as minhas descobertas foi ver as diferenças regionais. Cá em São Paulo tomamos vinho quente e quentão. No Sul, quentão é o nosso vinho quente. E no Nordeste, nossa canjica vira munguzá, e a canjica deles é nosso curau. O pé-de-moleque, então! Em Sergipe, ele é um bastãozinho feito de coco; na Paraíba, é um bolo feito de fubá e especiarias, como canela, coberto com castanhas. Aqui, apenas um docinho duro de caramelo e amendoim. Sem contar a variedade de licores que é produzida lá para cima – jenipapo, tamarindo… – e a mandioca, que vira aipim, macaxeira e até puba – que é extraída da mandioca, mas não é mandioca, hem?!

É lindo! E delicioso!

Aproveito para publicar uma receita de pé-de-moleque que não tem nada a ver com aquele nosso docinho de caramelo e amendoim. Quem me passou foi a Maria, da família Pereira, que nos recebeu num sítio do interior da Paraíba. Uma noite regada a muita chuva, quadrilha, forró, e muita, muita comida boa!

dona Maria e eu, inchada depois de tanto comer!

dona Maria e eu, inchada depois de tanto comer!

Aí vai:

Ingredientes
1kg farinha de trigo
4 ovos
500g de manteiga
1 litro de leite
1 colher canela em pó
1 colher cravo em pó (dica: se não tiver o pó, você pode esquentar o pauzinho de cravo, colocá-lo no meio de um paninho e bater nele um pouquinho para triturar)
1 colher erva doce em pó
castanha ou amendoim picado para polvilhar por cima no final

 
Preparo
Bater tudo no liquidificador ou batedeira e colocar na assadeira untada. Manter de 20 a 30 minutos no forno médio. Ou, nas palavras de dona Maria, “quando você colocar a faquinha no bolo e ela não sair mais suja, é sinal que tá bom”.
 
***Dá para fazer com fubá também, mas para isso é necessário, antes, fazer o cuscuz – aquele do Nordeste, amarelinho, nem um pouco parecido com o paulista – e misturá-lo a uma xícara de farinha de trigo.  E as especiarias devem ser em pó porque além de sabor, são elas que conferem a cor do bolo final!
 
 

 

 

Junho 8, 2009

.::Pílulas::.

Arquivado em: Uncategorized — by alinesgarbi @ 8:38 pm

Gastronomia anda tão em voga que a 9ª Feira do Livro de Ribeirão Preto, que começa no dia 18 próximo, vai ter um monte de palestras com chefs-escritores. Entre os nomes Ana Luiza Trajano e Heloisa Bacellar. Mais no site do evento, aqui.

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O restaurante Camauê, no Hotel Holiday Inn Parque Anhembi, em São Paulo, recebe a chef mexicana Ariadne Portilla, para o Festival Viva México, de 16 a 20 de junho. São R$ 55 por cabeça, com bebidas à parte.

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condessa

Em tempo: este fim de semana fui ao Condessa Café. Foi assim: recebi um release de uma amiga falando sobre o jantar de dia dos namorados. Entrei no site, que tem pouca informação, mas muita foto, e achei o lugar uma gracinha. Parece inspirado num cenário de Amélie Poulain, uma casinha de bonecas, fofo, fofo. O mix de objetos que compõem o pequenino salão também está no cardápio, com nhoque, curry, parmesão e shiitake. Separadamente. E harmonioso. Meu prato? Frango com curry vermelho e arroz jasmim. Delícia!

*Foto: divulgação

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