e-Bistrô

Novembro 25, 2009

.::Os judeus e os judeus::.

Arquivado em: Uncategorized — by alinesgarbi @ 5:19 pm

Falafel no pão pita

O e-Bistrô não costuma divulgar eventos se eles não forem uma desculpa para a gente contar história. Mas abro uma exceção porque ontem começou o 3º Festival Gastronômico de Israel, realizado no restaurante Tarsila, no Hotel Intercontinental, em São Paulo. O fato de estar na terceira edição já é um atributo, pois muita gente considera a comida judaica um pouco insossa (não estamos falando necessariamente de Andrea Kaufmann, nem de Benny Novak).

O mais interessante, no entanto, é que o Buffet do festival é dividido em Sefaradi e Ashkenazi. Os primeiros são judeus oriundos da Península Ibérica e Oriente Médio, enquanto o segundo se refere ao grupo de judeus e descendentes originários da Europa Central. Na mesa, faz toda a diferença, porque cada cardápio leva ingredientes típicos de cada região.

No Buffet Sefaradi, opções como Salada Doce de Pimentões, Costeletas de Cordeiro com Alcachofras e Malabi, sobremesa feita com extrato de rosas. No Ashkenazi, o menu inclui Sopa de Almôndegas, Vitela em Molho de Champignons e Gefilte Fish, tradicional bolinho de peixe. O restaurante Falek também entrou no Festival, servindo Falafel e Kebabs.

O Buffet custa R$ 89 por pessoa, e acompanha vinhos de Israel.

Novembro 24, 2009

.::Ao vencedor, as batatas!::.

Arquivado em: Uncategorized — by alinesgarbi @ 1:31 pm

A expressão machadiana que surgiu para demonstrar desdém, pode ter o efeito contrário para os amantes da comida. E para os não necessariamente amantes também. Afinal, quem é que não gosta de batatas?

Andei falando aqui sobre o knödel, o “nhocão” de batata tão típico na Alemanha. Este é só uma das variações que o tubérculo tem na cozinha alemã. Ao lado da salsicha e da cerveja, a batata é outra estrela do cardápio típico do país. Dá até para dizer que ela está para os alemães, como o arroz e feijão está para os brasileiros.

O principal responsável por introduzir esta “cultura da batata” foi o rei Frederico, o Grande, da Prússia, que a trouxe dos Andes. A origem do tubérculo está provavelmente no Peru, com os incas, que teriam sido os primeiros a cultivá-la. Não à toa, a batata é um símbolo da cozinha andina e nestes países são produzidos e comercializados mais de 200 tipos diferentes.

Na Alemanha, as plantações de batata cobrem campos de norte a sul. E, em homenagem ao rei Frederico, muitas batatas são depositadas frequentemente em seu túmulo, localizado em Sanssouci – o palácio de verão do rei, localizado na cidade de Potsdam, a cerca de 30 km da capital Berlim.

Batatas no túmulo do rei

Como todos os outros pratos típicos alemães, a batata muda de “cara” de uma região para outra. Mas aparece obrigatoriamente em todos os cardápios – frita, assada, cozida, amassada, crua… A receita mais famosa, e mais comum nos restaurantes alemães aqui no Brasil, é a salada de batata. Mas a sopa feita com o tubérculo também é bastante comum. Aí vai uma receitinha tirada do portal Terra e, na sequência, algumas dicas curiosas sobre batatas.

Sopa de batatas
Ingredientes

1 kg de batatas
2 tabletes de caldo de carne dissolvidos em 1 litro de água
2 colheres de sopa de manteiga, margarina ou óleo
2 dentes grandes de alho
1 cebola grande
1 maço de coentro
1 maço de salsa
1 colher de sopa de pimenta-do-reino
quadradinhos de pão torrados a gosto

Preparo - Cozinhe as batatas descascadas no caldo de carne. Bata no liquidificador ou passe pela peneira e reserve. Rale as cebolas e esmague os dentes de alho. Numa panela coloque a manteiga, o alho e a cebola, e refogue bem. Acrescente o coentro e a salsa picadinhos e tempere com a pimenta-do-reino. Junte a batata reservada, misture bem e deixe ferver. Sirva quente com os quadradinhos de pão.

Dicas
Retiradas do site da ABBA – Associação da Batata Brasileira.

1. Armazenando: não guarde a batata na geladeira, pois a baixa temperatura transforma o amido em açúcar e a deixa com sabor adocicado.

2. Cozinhando: o tipo de cozimento que melhor conserva os nutrientes da batata é o tratamento ao vapor, com pele.

3. Fritando: para que elas fiquem secas e macias, coloque-as por cerca de meia hora no congelador, já cortadas, antes de fritá-las.

4. Amassando: o purê de batata fica mais saboroso com acréscimo de uma clara batida em neve firme.

5. Aproveitando: não jogue fora as cascas da batata. Basta lavá-las e enxugá-las bem, fritá-las e temperar com sal e, voilá, temos um aperitivo!

*Fotos: Stock.xchng / Aline Sgarbi

Novembro 19, 2009

.::Prost!::.

Arquivado em: Uncategorized — by alinesgarbi @ 3:07 pm

É assim que se brinda com cerveja na Alemanha, sempre olhando nos olhos dos companheiros, para evitar a má sorte no amor, por assim dizer. Ao lado da salsicha e do chucrute, a cerveja é um forte símbolo alemão, embora a bebida tenha sido criada muito antes. Há registros de bebidas criadas a base de cereais por egípcios, sumérios e babilônios, que usavam cevada, trigo e mel, há mais de 5 mil anos antes de Cristo.

No entanto, é na Alemanha que está a cervejaria mais antiga do mundo, a Weihenstephan, na cidade de Freising, próximo a Munique. Lá, os monges já produziam a cerveja em 1040. Alguns séculos mais tarde, em 1515, foi instituída a chamada Reinheitsgebot, que é a lei de pureza da cerveja alemã. As melhores cervejas do país são feitas até hoje seguindo a lei: malte, água, cevada e a levedura – usada em substituição ao lúpulo. Aliás, em Munique se diz que o lúpulo produzido na Baviera é o melhor do mundo.

Guirlanda de lúpulo no Viktualienmarkt, em Munique

Verdade ou não, fato é que a Alemanha é sinônimo de cerveja e sedia a maior festa da cerveja do mundo – a Oktoberfest que, apesar do nome, acontece em setembro e dura até o primeiro fim-de-semana de outubro. A explicação é simples: as temperaturas já são mais baixas em outubro. São mais de cinco mil tipos, sendo que cada região tem a sua – a amarela Kölsch em Colônia; a Weizen, leve e branca, no sul; a Rauchbier, defumada, de Bamberg; a Pilsener, que mesmo criada em Plzen, na República Tcheca, é a favorita no norte.

E para quem quer participar da festa e não é tão fã da bebida, os alemães criaram a Radler, apelidada por alguns de “cerveja para mulheres”. Por que? A Radler combina cerveja e limonada e o resultado é uma bebida docinha, refrescante e com um leve amargor no final.

Onde beber – São Paulo
Asterix – mais de 30 rótulos alemães, além de cervejas belgas, uruguaias, canadenses, tchecas, austríacas, entre outras. Al. Joaquim Eugênio de Lima , 573, Cerqueira César. Tel.: (11) 3368.5610

Frangó – mais de 300 rótulos de cervejas, provavelmente um dos maiores “acervos” de cerveja da cidade. Largo da Matriz de Nossa Senhora do Ó, 168, Freguesia do Ó. Tel.: (11) 3932.4818

Drake’s – fica no Consulado Britânico, mas abre espaço para as alemãs mais famosas, como a Erdinger e a Paulaner. R. Tucambira, 163, Pinheiros. Tel.: (11) 3812.4477

*Fotos: Flickr-Osvaldo Zoom / Aline Sgarbi

 

 

.::Comendo bola::.

Arquivado em: Uncategorized — by alinesgarbi @ 2:47 pm

Não sei o que houve, mas o texto sobre a cerveja simplesmente desapareceu e eu só fui ver agora, apesar de tê-lo postado no começo da semana. Portanto, e-Bistrô se desculpa com seus leitores e ávidos devoradores de textos gastronômicos. E, também, aos seguidores do Twitter que provavelmente tentaram encontrar o texto e não conseguiram.

Vou publicá-lo novamente acima.

 

Novembro 10, 2009

.::Hot-dog? Nem pensar!::.

Arquivado em: Uncategorized — by alinesgarbi @ 2:58 pm
   
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O tradicional currywurst, das ruas de Berlim

Quem conhece Berlim conhece também a Currywurst, a salsicha que leva uma generosa porção de catchup e curry polvilhado por cima. E quem conhece a Alemanha sabe que só se pode comer Currywurst em Berlim. Afinal, se o país é a terra das salsichas – são mais de 1500 tipos – é bom deixar claro que cada região tem a sua.

A mais famosa é a Thüringer Rotwurst, que leva o nome da região de origem – em português, Turíngia. De cor bem avermelhada, normalmente é servida assada, com orégano. O sucesso é tanto que há um concurso anual para eleger a rainha das salsichas, e a vencedora se torna responsável por promover Thüringer em eventos ao redor do país. Para dar uma forcinha à realeza, são feitas músicas sobre salsichas que as rainhas cantam durante suas aparições. E, para os apaixonados pela iguaria, é possível levar para casa CDs com as canções gravadas pelas moças.

 Com uma “cara” totalmente diferente, a Weisswurst é típica da Baviera, e a cor branca é sua principal característica. Feita de carne de vitela, é muito sensível e estraga com facilidade. Por isso, antes da geladeira, ela era preparada logo pela manhã e consumida antes do almoço – a tradição diz que as salsichas não devem ouvir as igrejas tocando os sinos do meio-dia. Por isso, até hoje muitos a consomem antes do final da manhã.

 A Weisswurst teria sido criada quase que por acidente. Diz-se que um açougueiro de Munique, do século 19, tinha um pequeno restaurante onde o público brigava por uma mesa para provar sua famosa salsicha. Ela era feita com a tripa de ovelhas mas, em um dia de muito movimento, elas acabaram, e o açougueiro se viu obrigado a usar um tipo de tripa de porco. Nem é preciso dizer o resultado. Também é por esta mudança na “matéria-prima” que a Weisswurst só pode ser cozida, caso contrário, a fina camada que a envolve pode romper. 

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Na vitrine, só carne de cavalo

Em Frankfurt, elas são defumadas e levam vários temperos diferentes. A Francônia também tem a sua, feita de carne de porco e seca ao ar livre. E, em Munique, apesar da tradição da Weisswurst, é possível encontrar até mesmo salsicha feita com carne de cavalo. Uma loja localizada no Viktualienmarkt, coração da cidade, vende até mesmo carne seca de cavalo.

E dá-lhe cerveja para acompanhar! Mas isso já é assunto para outro post…

*Fotos: Flickr / Aline Sgarbi 

Novembro 9, 2009

.::Essen und trinken::.

Arquivado em: Uncategorized — by alinesgarbi @ 5:46 pm

Há 20 anos o mundo assistia a queda da mais emblemática divisão entre capitalistas e comunistas que durante tantas décadas pautou a Guerra Fria. O muro de Berlim caiu no dia 09 de novembro de 1989, resultado de uma revolução sem armas, feita por pessoas cansadas de tantas mortes provocadas pelo próprio muro. Em homenagem a este aniversário, o e-Bistrô publica esta semana uma série sobre a comida deste país. Se as cervejas e salsichas são estereótipos, são também excelentes; mas não são únicas. A Alemanha tem outras tradições não tão conhecidas pelo mundo e, nem por isso, menos apetitosas. Daqui a pouco o post inaugural da semana!

*Tradução do título em alemão: “Comer e beber”

Novembro 6, 2009

.::a Amazônia é aqui?::.

Arquivado em: Uncategorized — by alinesgarbi @ 2:21 pm
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Ver-o-Peso: símbolo amazônico no Pará

Pelo menos até o dia 15 de novembro. O Porto Rubayat promove a partir de hoje o evento Porto Amazônia, com direito a exposições fotográficas, artesanato e, claro, boa comida. Para isso, também aporta por aqui a chef do restaurante paraense Lá em Casa, Tania Nascimento. Os pintados, pirarucus, tambaquis, pacus e até camarões de rio podem ser preparados na hora, na nova grelha construída especialmente para os peixes amazônicos. O buffet custa R$ 59 e inclui couvert, antepastos, mesas de frios, pratos quentes e sobremesas.

Considerada a cozinha mais autenticamente brasileira, a comida da Amazônia leva também, curiosamente, o título de exótica. Além dos peixes, que a bacia amazõnica fornece com generosidade, os frutos também aparecem com frequência – destaque para o açaí, que é totalmente diferente do ‘pasteurizado’ que chega a estas bandas mais ao sul do país. E, claro, o tucupi e o tacacá, ambos feitos com a mandioca brava, e que são símbolo da culinária desta região.

Tem também cupuaçu, priprioca, cará, bacuri, piquiá, maniçoba, turu… a riqueza dos nomes indígenas e ingredientes é uma coisa tão particular que, mesmo sendo São Paulo a ‘capital da gastronomia’ no país, tem muita coisa de lá que não vem para cá. O evento no Porto Rubayat pode ser uma excelente oportunidade. E ainda há o Amazônia, do paraense Paulo Leite, que reina absoluto na capital paulista, com seu pato no tucupi e o sorvete de cupuaçu.

É, a Amazônia está longe de ser aqui, mas agora já está dando uma canja…, ou melhor, guisado, como manda a tradição da região.

Porto Rubayat - Rua Leopoldo Couto Magalhães, 1142, Itaim Bibi. Tel.: (11) 3077.1111
Amazônia -
Rua Rui Barbosa, 206, Bela Vista. Tel.: (11) 3142.9264

*Foto: Stock.xchng

Novembro 3, 2009

.::Chiquita banana::.

Arquivado em: Uncategorized — by alinesgarbi @ 1:43 pm

O restaurante Emprestado, em São Paulo, promove a partir de amanhã a Semana “Banana da Terra”. Não se trata de nenhum festival com pratos que levam banana, mas sim, de uma integração com o restaurante de Paraty-RJ que leva este nome, da chef Ana Bueno.

O cardápio do restaurante é inspirado na cozinha caiçara. Porém, para o e-Bistrô, o nome é a desculpa ideal para falar de banana, fruta que tem a cara do Brasil, e que muita gente acredita ter vindo da África, mas pode, na verdade, ter origem na Ásia. De onde ela veio é o que menos importa. Uma das frutas mais produzidas por aqui, a banana é também a mais versátil. Vai no doce, no salgado, pode ser frita, cozida ou assada, pode virar chips ou farofa.

A banana da terra especificamente é uma das mais usadas na culinária. E estará no Emprestado, no Peixe com Banana, que é feito na manteiga de alho e ervas coberto com tirinhas de alho poró fritas, banana da terra e arroz. Para quem quiser provar, o Banana da Terra fica no Emprestado até dia 08 – domingo.

Peixe com Banana

Peixe com Banana, agora no Emprestado

E, como eu também adoro banana, tenho na manga duas receitinhas curtas, muito rápidas e práticas para a última hora. A primeira consiste em jogar açúcar e canela por cima da banana e levar ao microondas um pouquinho. Quem quiser acrescentar sorvete depois, fica ótimo. E o açúcar pode ser substituído por mel. A segunda é: uma fatia de queijo mussarela e… microondas. O queijo pode ser trocado por requeijão que o efeito é tão bom quanto.

Emprestado - Rua Mourato Coelho, 992, Vila Madalena. Tel.: (11) 3034.0214

*Foto: divulgação

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