e-Bistrô

Dezembro 21, 2009

.::Guirlanda para comer::.

Arquivado em: Uncategorized — by alinesgarbi @ 1:16 pm

Receitinha enviada pela assessoria de imprensa da Santa Marina, aquela dos marinex. Fácil, diferente e criativa. Assim, o e-Bistrô se despede de 2009. Boas festas a todos, de preferência regada a boa comida!

Guirlanda de Pão e Frutas ao Zabaione
1. Unte uma travessa com manteiga, açúcar e um pouco de canela. Intercale fatias de brioche com frutas frescas e bem maduras – esta receita usa figo, maçã e pêra. Se preferir, adicione também frutas secas, como passas, damascos ou ameixas picadas.

2. Depois de preencher toda a forma, prepare o zabaione: bata 6 gemas com 1 xícara (chá) de açúcar, em velocidade alta, por cerca de 10 minutos, para obter uma gemada bem aerada. Adicione aos poucos 300 ml de vinho rosé espumante (pode ser substituído por cidra). Despeje cerca da metade do zabaione sobre as fatias de pão e de fruta. Leve o restante ao banho-maria, batendo sempre, por cerca de 10 minutos, para formar um molho mais encorpado. Junte ¼ xícara (chá) de creme de leite fresco e leve à geladeira.

3. Leve a forma ao forno (2000 C) sem aquecimento prévio, e asse por 15 a 20 minutos. Retire, espere amornar um pouco e adicione cerejas frescas e nozes. Polvilhe com açúcar de confeiteiro e decore com folhas de hortelã. Sirva acompanhado do restante do zabaione frio, criando um interessante contraste de temperaturas.

*Foto: Divulgação

Dezembro 15, 2009

.::Pão, pão. Queijo, queijo::.

Arquivado em: Uncategorized — by alinesgarbi @ 2:29 pm

E Quezon, Quezon. A sonoridade até lembra “queijo”, mas Quezon é a cidade filipina que recebeu ontem chefs e estudantes de gastronomia para o preparo de mais de CINCO MIL pratos com queijo. O objetivo, segundo todas as agências de notícias, era ultrapassar o recorde anterior, da Índia, que preparou 4.668 destes pratos em 2007. 

A dúvida que eu não consegui esclarecer é: por que queijo? Afinal, a cozinha filipina tem forte influência chinesa e tailandesa, além de ser usar muito frutos do mar, peixes e carne de porco. Pena que a dúvida, desta vez, fique no ar. Mas aí, é claro, que o e-Bistrô resolveu copiar os recordistas e lançar mão de um prato com queijo, assim, também, sem motivo – nem mesmo o de quebrar um recorde. A receita - Risoto de Quinua com Pecorino e Parmesão – é do Apfel Bistrô e é só para deixar o dia melhor. 

Risoto de quinua com pecorino

 

Ingredientes
2 xícaras de chá de arroz integral
1/2 xícara de chá de quinua em grãos
1 pêra
1/2 cebola grande
1/3 de xícara de chá de queijo pecorino de cabra
1/3 de xícara de chá de queijo parmesão
1/3 de xícara de vinho branco 

Preparo
Quinua germinada
Colocar a quinua em uma vasilha de vidro com água, cobrir e deixar na geladeira durante 2 dias. Trocar a água uma vez por dia. Para fazer no dia, basta cozinhar a quinua durante 15 minutos. 

Risoto
Cozinhar o arroz integral sem tempero. Refogar em uma panela a cebola picada com manteiga. Colocar o arroz integral cozido e despejar o vinho, deixando o álcool evaporar. Depois, misturar o queijo pecorino e o parmesão e desligar o fogo. Com o fogo desligado, misturar a pêra picada e a quinua. 

*Foto: Divulgação

 

Dezembro 14, 2009

.::Alemanha, fase final::.

Arquivado em: Uncategorized — by alinesgarbi @ 12:12 pm

É, não se trata de nenhum campeonato. A Alemanha celebrou, em novembro, os 20 anos da queda do Muro de Berlim, um dos acontecimentos mais simbólicos da História recente do planeta. Para lembrar a data do lado de cá, o e-Bistrô postou alguns textos com curiosidades sobre comidas e bebidas alemãs. É claro que muita coisa acaba ficando de fora, como os vinhos alemães – nem todo mundo sabe, mas o país produz ótimos vinhos brancos – e o Schnapps, a “cachacinha” alemã.

Para descobrir isso e um pouco mais, o bom mesmo é pegar um avião e investigar in loco. E, se bater saudades do Brasil, Berlim tem ótimas opções para resolver este problema. Neste último post da série, algumas dicas.

Botequim Carioca – Para comer feijoada e bebericar caipirinha.
Linienstrasse, 160, Berlim Mitte
www.botequimcarioca.de

Cafezinho – Moderninho, poltronas confortáveis, serve cafezinho com sotaque brasileiro.
Pasteurstrasse, 17, Friederichshain

a Livraria – Como  nome diz, é uma livraria, e vende livros de língua portuguesa (incluindo gibis da Turma da Mônica). E onde entra a comida? Bom, aqui tem doce de leite, milho para canjica, bombons Garoto, farofa temperada Yoki e Guaraná Antarctica…
Torstrasse, 159, Berlim Mitte
www.alivraria.de 

Cafezinho com sotaque brasileiro

*Foto: Aline Sgarbi

Dezembro 9, 2009

.::Natal de chocolate?::.

Arquivado em: Uncategorized — by alinesgarbi @ 2:22 pm

Me identifiquei, em parte, com a coluna de Marcelo Coelho de hoje. Publicada, às quartas, no caderno Ilustrada, do jornal Folha de S. Paulo, ela não costuma tratar de comida. Mas hoje tratou dos panetones, que eu amo – dos tradicionais aos diversificados. Mas falou também de uma unanimidade: o chocolate. Ou o excesso de chocolate no mundo. Eu gosto de chocolate. Mas não como com frequência, porque me enjoa. Acho doce demais. Talvez um amargo, mas mesmo assim só um pedacinho. E, às vezes, parece que sou o único ser na Via Láctea que se comporta desta maneira. Abaixo, reproduzo o texto:

MARCELO COELHO

O declínio moral do panetone


Logo a farofa natalina terá “gotas” de chocolate, e o peru com ele será recheado

DESDE QUE me dou por gente ouço críticas ao consumismo natalino. “Não existe mais nenhum espírito cristão… É só comércio”, dizia minha mãe, por volta de 1965. A palavra “consumo” ainda não estava em voga.
Não tenho motivos, portanto, para reclamar da “descaracterização” do Natal.

Mas tenho algo a dizer sobre a descaracterização do panetone. Aqui, sim, o fenômeno é grave, relativamente recente e irreversível. Não me refiro aos panetones do governador Arruda, cuja imaterialidade, até o momento, não deixa de trazer um apelo ao mínimo de fé e misticismo que ainda se aninha no coração humano.

Falo dos panetones de verdade, os que se apalpam, cheiram e comem nesta época do ano. Nunca foram a melhor coisa do Natal; quando criança, eu tampouco dava bola para amêndoas, castanhas e avelãs. O sabor de frutas cristalizadas talvez não seja o mais atraente ao paladar infantil: a beleza daqueles cubos de cidra verde, raros no meio de algumas passas amarelas e pretas, trazia à boca uma certa decepção escorregadia e saponácea. A massa, pronta a ressecar-se, bastante queimada na parte da baixo, nada mais era, para mim, que a de um pão doce de padaria.

O panetone, enfim, estava na categoria do sorvete de creme, do arroz-doce, do manjar branco, do doce de batata-doce, do incompreensível sequilho, do chatíssimo biscoito amanteigado: coisas de velho, prazeres pálidos, católicos, parentes de papas e mingaus.

Só mais tarde comecei a gostar de panetones. A verdade é que melhoraram muito: a química progrediu, tornando-os mais perfumados e macios, com mais frutas, menos casca preta. Melhoraram. E depois entraram num processo de completo declínio.

Declínio moral, faço questão de frisar. Ético, espiritual, deontológico. A semente da corrupção começou quando foi inventado o chocotone.

O consumidor, como bem sabem os fabricantes, não resiste ao chocolate. Imagino que as vendas de panetone não andassem lá essas coisas. Era preciso conquistar novos mercados; as crianças, que nada encontravam de interessante nas frutas cristalizadas, foram seduzidas.

Os pingos (ou melhor, as “gotas”) de chocolate entraram na massa do panetone como os soldados gregos no cavalo de Troia. A praça foi então conquistada cruelmente.

Hoje, não basta o chocotone. Vejo, nos anúncios, uma Pandora de versões, variações, heresias e blasfêmias. O panetone de Prestígio, por exemplo. Já não bastava o ovo de Páscoa?

Antes liso, puro, perfeito como uma escultura de Brancusi, o ovo de Páscoa empipocou-se de “krispinhos” de arroz, engravidou de marshmal-low, regurgita amendoins, dá à luz Barbies e bonequinhos de Homem-Aranha. O tradicional panetone, antes vetusto e inexpressivo como um doge de Veneza, calvo e redondo como um cardeal milanês, viu-se revestido de um gorro de chocolate; empapuçou-se de doce de leite; contrai sarampos de goiabada e cataporas de morango.

Panetones de chocolate branco, panetones de brigadeiro, panetones cor-de-rosa. “Prestigiotones”, “bananatones”, “vienatones”. Vi um em que até a massa é de bolo de chocolate.

Rabugices minhas, pode ser. A escolha do cliente se diversifica. Mas o que se ganha em variedade representa, no fundo, uma vitória da uniformização. Gostando-se ou não do panetone tradicional, era uma coisa só, a ser consumida num período determinado do ano. Chocolate se come o ano todo. Reencontrar na mesa natalina o bombom Prestígio, o brigadeiro, o Chokito, não deixa de ser uma perda, desse ponto de vista.

Sou um grande chocólatra, mas ainda assim começo a ficar incomodado. Uma vez que o chocolate é insuperável, passa a ser utilizado universalmente. Já existe macarrão de chocolate, pizza de chocolate e pipoca com chocolate; logo a farofa natalina terá “gotas” de chocolate, e o peru com ele será recheado.

Os cheiros típicos da época do Natal -castanha assada, pinheiro, especiarias, panetone- desaparecerão num tsunami de chocolate derretido. Na melhor das hipóteses, será sempre Páscoa. E escolher entre ovos ou panetones, pamonhas juninas ou frutas da estação, perus ou pizzas de domingo, dará mais ou menos na mesma: tudo terá cobertura de chocolate. Vai ser, digamos assim, como escolher entre partidos políticos: mas esses não se cobrem de chocolate.

Dezembro 7, 2009

.::O pão nosso de todo dia::.

Arquivado em: Uncategorized — by alinesgarbi @ 2:44 pm

França, Itália, Portugal, e até mesmo o Brasil. Pouca gente lembra da Alemanha quando se fala de pão. Provavelmente porque pouca gente sabe que o pão rivaliza com a salsicha e a cerveja para o posto de símbolo do cardápio alemão.

Para alguns, sagrado. Para outros, pecado da gula. O pão é um dos alimentos mais antigos da história da humanidade, e está presente em todas as formas, aromas e cores também na Alemanha. É lá que se encontra a maior variedade de pães do mundo. E as padarias estão espalhadas por todo país – nas ruas, em shoppings, e até mesmo dentro das estações de trem. Por isso, é muito comum encontrar alemães a caminho do trabalho comendo um pãozinho matinal, que eles acabaram de comprar na estação.

O Brezn, mais conhecido aqui como Pretzel, é provavelmente o pão alemão mais conhecido mundialmente. A diferença é que lá ele é feito apenas com os grãos de sal grosso e comido logo cedo acompanhado de um bom capuccino. Mas, entre os alemães, a estrela é o pão preto, tradicional da região da Vestfália, mas hoje difundido em todo o país. Recomenda-se comê-lo com presunto!

Além disso, há variações como pão de cebola, de uvas passas, o condimentado, gergelim, sementes de girassol ou papoula, além do Stollen, que é equivalente ao panetone para os alemães, e que leva castanhas, uvas passas e frutas cristalizadas.

O melhor é que, para provar algumas destas iguarias, nem é preciso sair do Brasil. Abaixo, dois endereços bacanas para se aventurar por estas delícias. E, além disso, alguns links para tornar a orgia gastronômica mais divertida!

Confeitaria Christina - a tal Christina é filha de austríacos, e garante a tradição no cardápio da confeitaria fundada por seu pai. Além do Stollen, tem Strudel e a Sachertorte (que não é pão, mas mesmo assim o e-Bistrô abre espaço para falar deste símbolo da sofisticada cidade de Viena – um bolo de chocolate com recheio de geleia de damasco).
R. Viera de Morais, 837, Campo Belo. Tel.: (11) 5561.2354 ou (11) 5044.5400.

The Bagel Factory - os tradicionais sanduíches no pão com um furinho no meio também são facilmente encontrados nas padarias e lanchonetes alemãs. Aqui, é possível encontrá-los em São Paulo, neste especialista!
Av. Moema, 88, Moema. Tel.: (11) 5052.0161.

De sobremesa:
O Dunkles Brot é tradição na Alemanha e, por isso, virou tema de um programa que aborda exatamente aquilo que é “típico alemão”, exibido na Deutsche Welle. No vídeo, o apresentador desafia quatro alemães a fazerem o tradicional pão preto.

Bernd, das Brot, é a personificação da paixão dos alemães por pão. O personagem é feinho, mas faz sucesso no país. Aqui, um vídeo curtinho em que Bernd sofre um pequeno acidente.

*Fotos: Stock.xchng

Novembro 25, 2009

.::Os judeus e os judeus::.

Arquivado em: Uncategorized — by alinesgarbi @ 5:19 pm

Falafel no pão pita

O e-Bistrô não costuma divulgar eventos se eles não forem uma desculpa para a gente contar história. Mas abro uma exceção porque ontem começou o 3º Festival Gastronômico de Israel, realizado no restaurante Tarsila, no Hotel Intercontinental, em São Paulo. O fato de estar na terceira edição já é um atributo, pois muita gente considera a comida judaica um pouco insossa (não estamos falando necessariamente de Andrea Kaufmann, nem de Benny Novak).

O mais interessante, no entanto, é que o Buffet do festival é dividido em Sefaradi e Ashkenazi. Os primeiros são judeus oriundos da Península Ibérica e Oriente Médio, enquanto o segundo se refere ao grupo de judeus e descendentes originários da Europa Central. Na mesa, faz toda a diferença, porque cada cardápio leva ingredientes típicos de cada região.

No Buffet Sefaradi, opções como Salada Doce de Pimentões, Costeletas de Cordeiro com Alcachofras e Malabi, sobremesa feita com extrato de rosas. No Ashkenazi, o menu inclui Sopa de Almôndegas, Vitela em Molho de Champignons e Gefilte Fish, tradicional bolinho de peixe. O restaurante Falek também entrou no Festival, servindo Falafel e Kebabs.

O Buffet custa R$ 89 por pessoa, e acompanha vinhos de Israel.

Novembro 24, 2009

.::Ao vencedor, as batatas!::.

Arquivado em: Uncategorized — by alinesgarbi @ 1:31 pm

A expressão machadiana que surgiu para demonstrar desdém, pode ter o efeito contrário para os amantes da comida. E para os não necessariamente amantes também. Afinal, quem é que não gosta de batatas?

Andei falando aqui sobre o knödel, o “nhocão” de batata tão típico na Alemanha. Este é só uma das variações que o tubérculo tem na cozinha alemã. Ao lado da salsicha e da cerveja, a batata é outra estrela do cardápio típico do país. Dá até para dizer que ela está para os alemães, como o arroz e feijão está para os brasileiros.

O principal responsável por introduzir esta “cultura da batata” foi o rei Frederico, o Grande, da Prússia, que a trouxe dos Andes. A origem do tubérculo está provavelmente no Peru, com os incas, que teriam sido os primeiros a cultivá-la. Não à toa, a batata é um símbolo da cozinha andina e nestes países são produzidos e comercializados mais de 200 tipos diferentes.

Na Alemanha, as plantações de batata cobrem campos de norte a sul. E, em homenagem ao rei Frederico, muitas batatas são depositadas frequentemente em seu túmulo, localizado em Sanssouci – o palácio de verão do rei, localizado na cidade de Potsdam, a cerca de 30 km da capital Berlim.

Batatas no túmulo do rei

Como todos os outros pratos típicos alemães, a batata muda de “cara” de uma região para outra. Mas aparece obrigatoriamente em todos os cardápios – frita, assada, cozida, amassada, crua… A receita mais famosa, e mais comum nos restaurantes alemães aqui no Brasil, é a salada de batata. Mas a sopa feita com o tubérculo também é bastante comum. Aí vai uma receitinha tirada do portal Terra e, na sequência, algumas dicas curiosas sobre batatas.

Sopa de batatas
Ingredientes

1 kg de batatas
2 tabletes de caldo de carne dissolvidos em 1 litro de água
2 colheres de sopa de manteiga, margarina ou óleo
2 dentes grandes de alho
1 cebola grande
1 maço de coentro
1 maço de salsa
1 colher de sopa de pimenta-do-reino
quadradinhos de pão torrados a gosto

Preparo - Cozinhe as batatas descascadas no caldo de carne. Bata no liquidificador ou passe pela peneira e reserve. Rale as cebolas e esmague os dentes de alho. Numa panela coloque a manteiga, o alho e a cebola, e refogue bem. Acrescente o coentro e a salsa picadinhos e tempere com a pimenta-do-reino. Junte a batata reservada, misture bem e deixe ferver. Sirva quente com os quadradinhos de pão.

Dicas
Retiradas do site da ABBA – Associação da Batata Brasileira.

1. Armazenando: não guarde a batata na geladeira, pois a baixa temperatura transforma o amido em açúcar e a deixa com sabor adocicado.

2. Cozinhando: o tipo de cozimento que melhor conserva os nutrientes da batata é o tratamento ao vapor, com pele.

3. Fritando: para que elas fiquem secas e macias, coloque-as por cerca de meia hora no congelador, já cortadas, antes de fritá-las.

4. Amassando: o purê de batata fica mais saboroso com acréscimo de uma clara batida em neve firme.

5. Aproveitando: não jogue fora as cascas da batata. Basta lavá-las e enxugá-las bem, fritá-las e temperar com sal e, voilá, temos um aperitivo!

*Fotos: Stock.xchng / Aline Sgarbi

Novembro 19, 2009

.::Prost!::.

Arquivado em: Uncategorized — by alinesgarbi @ 3:07 pm

É assim que se brinda com cerveja na Alemanha, sempre olhando nos olhos dos companheiros, para evitar a má sorte no amor, por assim dizer. Ao lado da salsicha e do chucrute, a cerveja é um forte símbolo alemão, embora a bebida tenha sido criada muito antes. Há registros de bebidas criadas a base de cereais por egípcios, sumérios e babilônios, que usavam cevada, trigo e mel, há mais de 5 mil anos antes de Cristo.

No entanto, é na Alemanha que está a cervejaria mais antiga do mundo, a Weihenstephan, na cidade de Freising, próximo a Munique. Lá, os monges já produziam a cerveja em 1040. Alguns séculos mais tarde, em 1515, foi instituída a chamada Reinheitsgebot, que é a lei de pureza da cerveja alemã. As melhores cervejas do país são feitas até hoje seguindo a lei: malte, água, cevada e a levedura – usada em substituição ao lúpulo. Aliás, em Munique se diz que o lúpulo produzido na Baviera é o melhor do mundo.

Guirlanda de lúpulo no Viktualienmarkt, em Munique

Verdade ou não, fato é que a Alemanha é sinônimo de cerveja e sedia a maior festa da cerveja do mundo – a Oktoberfest que, apesar do nome, acontece em setembro e dura até o primeiro fim-de-semana de outubro. A explicação é simples: as temperaturas já são mais baixas em outubro. São mais de cinco mil tipos, sendo que cada região tem a sua – a amarela Kölsch em Colônia; a Weizen, leve e branca, no sul; a Rauchbier, defumada, de Bamberg; a Pilsener, que mesmo criada em Plzen, na República Tcheca, é a favorita no norte.

E para quem quer participar da festa e não é tão fã da bebida, os alemães criaram a Radler, apelidada por alguns de “cerveja para mulheres”. Por que? A Radler combina cerveja e limonada e o resultado é uma bebida docinha, refrescante e com um leve amargor no final.

Onde beber – São Paulo
Asterix – mais de 30 rótulos alemães, além de cervejas belgas, uruguaias, canadenses, tchecas, austríacas, entre outras. Al. Joaquim Eugênio de Lima , 573, Cerqueira César. Tel.: (11) 3368.5610

Frangó – mais de 300 rótulos de cervejas, provavelmente um dos maiores “acervos” de cerveja da cidade. Largo da Matriz de Nossa Senhora do Ó, 168, Freguesia do Ó. Tel.: (11) 3932.4818

Drake’s – fica no Consulado Britânico, mas abre espaço para as alemãs mais famosas, como a Erdinger e a Paulaner. R. Tucambira, 163, Pinheiros. Tel.: (11) 3812.4477

*Fotos: Flickr-Osvaldo Zoom / Aline Sgarbi

 

 

.::Comendo bola::.

Arquivado em: Uncategorized — by alinesgarbi @ 2:47 pm

Não sei o que houve, mas o texto sobre a cerveja simplesmente desapareceu e eu só fui ver agora, apesar de tê-lo postado no começo da semana. Portanto, e-Bistrô se desculpa com seus leitores e ávidos devoradores de textos gastronômicos. E, também, aos seguidores do Twitter que provavelmente tentaram encontrar o texto e não conseguiram.

Vou publicá-lo novamente acima.

 

Novembro 10, 2009

.::Hot-dog? Nem pensar!::.

Arquivado em: Uncategorized — by alinesgarbi @ 2:58 pm
   
CURRY02

O tradicional currywurst, das ruas de Berlim

Quem conhece Berlim conhece também a Currywurst, a salsicha que leva uma generosa porção de catchup e curry polvilhado por cima. E quem conhece a Alemanha sabe que só se pode comer Currywurst em Berlim. Afinal, se o país é a terra das salsichas – são mais de 1500 tipos – é bom deixar claro que cada região tem a sua.

A mais famosa é a Thüringer Rotwurst, que leva o nome da região de origem – em português, Turíngia. De cor bem avermelhada, normalmente é servida assada, com orégano. O sucesso é tanto que há um concurso anual para eleger a rainha das salsichas, e a vencedora se torna responsável por promover Thüringer em eventos ao redor do país. Para dar uma forcinha à realeza, são feitas músicas sobre salsichas que as rainhas cantam durante suas aparições. E, para os apaixonados pela iguaria, é possível levar para casa CDs com as canções gravadas pelas moças.

 Com uma “cara” totalmente diferente, a Weisswurst é típica da Baviera, e a cor branca é sua principal característica. Feita de carne de vitela, é muito sensível e estraga com facilidade. Por isso, antes da geladeira, ela era preparada logo pela manhã e consumida antes do almoço – a tradição diz que as salsichas não devem ouvir as igrejas tocando os sinos do meio-dia. Por isso, até hoje muitos a consomem antes do final da manhã.

 A Weisswurst teria sido criada quase que por acidente. Diz-se que um açougueiro de Munique, do século 19, tinha um pequeno restaurante onde o público brigava por uma mesa para provar sua famosa salsicha. Ela era feita com a tripa de ovelhas mas, em um dia de muito movimento, elas acabaram, e o açougueiro se viu obrigado a usar um tipo de tripa de porco. Nem é preciso dizer o resultado. Também é por esta mudança na “matéria-prima” que a Weisswurst só pode ser cozida, caso contrário, a fina camada que a envolve pode romper. 

PFERDE

Na vitrine, só carne de cavalo

Em Frankfurt, elas são defumadas e levam vários temperos diferentes. A Francônia também tem a sua, feita de carne de porco e seca ao ar livre. E, em Munique, apesar da tradição da Weisswurst, é possível encontrar até mesmo salsicha feita com carne de cavalo. Uma loja localizada no Viktualienmarkt, coração da cidade, vende até mesmo carne seca de cavalo.

E dá-lhe cerveja para acompanhar! Mas isso já é assunto para outro post…

*Fotos: Flickr / Aline Sgarbi 
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